RIP, Sean Connery

 

Morreu hoje, dia 31 de outubro, em sua casa nas Bahamas, o ator escocês Sean Connery. Ele tinha 90 anos e, segundo sua família, morreu enquanto dormia. Ao longo de 50 anos de carreira, Connery desempenhou 94 papéis, sendo sete filmes em que viveu o agente James Bond, o 007. Foram mais de 30 prêmios, sendo três Globos de Ouro, dois Baftas e o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, vencido em 1988 por conta de seu papel em “Os Intocáveis”, de Brian de Palma.

 

Sean era um ator de interpretação marcante, levemente debochada, que foi ficando mais talentoso como o passar do tempo. Em seu período pós-007, nos anos 1970 e início dos anos 1980, teve atuações apenas razoáveis, seja na versão cinematográfica de “Assassinato no Expresso do Oriente” (1974) como no clássico kitsch “Zardoz” (1974) ou no faroeste espacial “Outland” (1981), ele ressurgiu a partir de sua escalação para o “007 alternativo” Never Say Never”, de 1983, quando voltou a encarnar o agente secreto mais famoso do cinema, numa produção alternativa.

 

Daí vieram muitos filmes icônicos, começando por “Highlander” e “O Nome da Rosa”, ambos de 1986. Sean ainda emprestou seu talento para produções sensacionais, ambas de 1990, como “A Casa da Rússia”, em que contracenou como Michelle Pfeiffer e “Indiana Jones e a Última Cruzada”, em que deu vida ao sensacional pai do arqueólogo vivido por Harrison Ford, roubando a cena. Seu ápice parece ter chegado com “A Caçada Ao Outubro Vermelho”, em que Connery interpreta o capitão soviético Marko Ramius.

 

Nos anos 1990, ele estrelou o sensacional “A Rocha”, com Nicolas Cage, e meio que se despediu das telas como o escritor americano William Forrester, no belíssimo “Encontrando Forrester”, um belíssimo filme de Gus Van Sant. Depois dele, emprestou seu talento a “A Liga Extraordinária”, um dos piores filmes já feitos.

 

Sua última “aparição” foi na animação “Sir Bill”, de 2012, na qual dublou o personagem principal. Connery esteve recluso nos últimos anos.

Bravo, Sean.

CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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