Space Jam 2: O quê que há, velhinho?

Todo mundo que me conhece sabe, percebe de longe, que o futebol é minha maior paixão no mundo dos esportes. Muito da minha vida gira em torno dele. O que poucos sabem é que minha primeira paixão, na verdade, foi pelas cestas e a bola laranja. Faço parte da geração que cresceu vendo Michael Jordan, Pernalonga e Patolino jogando juntos em Space Jam. E desde então jamais desapeguei do basquete.

E é levando o melhor espírito que esse site traz, o da cultura pop, que o All Star ─ que será a parte dessa coluna dedicada ao basquete ─ começa, para falar talvez mais de cinema do que de esporte. Essa semana, a produtora de LeBron James, SpringHill Entertainment, revelou uma imagem do jogador com a camisa da Tune Squad, revelando a data de estreia de Space Jam 2, 25 anos depois do já clássico filme com MJ (o primeiro foi lançado em 1996 e o segundo chega aos cinemas em 2021).

É bem provável que, como eu, devam existir milhares de pessoas que hoje estão nos seus 20 e poucos anos, que cresceram sonhando com essa sequência. Confesso, inclusive, que depois de me apaixonar pelo futebol quis ver até uma espécie de “Space Jam futebolístico”, mas hoje reconheço que isso seria de uma heresia sem tamanho. A verdade é que a vontade era forte, mas faltavam nomes. Poderiam ter sido Kobe Bryant ou talvez Allen Iverson, jogadores que se tornaram gigantescos na NBA, mas nunca foram a unanimidade que foi Jordan.

Isso obviamente muda com a chegada de LeBron James à liga, primeira escolha do Draft de 2003. E é praticamente desde esse momento que James está acostumado a ser o dono do time em que atua. Presente nos últimos 13 playoffs e nas últimas 8 finais, ainda não existe jogador no mundo que ameaça a coroa de King James ─ nem mesmo os burburinhos a favor de Steph Curry ou Kevin Durant ─, tornando-se a primeira unanimidade desde Michael Jordan.

É bem verdade que a atual temporada tem sido difícil para LeBron, tentando reerguer o Los Angeles Lakers à glória. A franquia tentou se reforçar com nomes conhecidos como Lance Stephenson, Rajon Rondo e JaVale McGee para ajudá-lo. No entanto, o time continuou não funcionando, acabando por ser formado por muitos garotos, de potencial, mas inexperientes, que não tem conseguido ajudar o camisa 23. Ocupando apenas a 10 posição da conferência Oeste, fora da zona de Playoffs, pode ser a primeira vez desde 2006 que não veremos James na pós-temporada da NBA.

Apesar disso, todos nós, os órfãos do primeiro Space Jam, sabíamos que LeBron era a escolha certa para essa sequência. Como já disse, ele é a unanimidade no esporte que não se via há anos. É o maior jogador que a maioria das crianças que cresceram acompanhando basquete por conta de Space Jam viu jogar. Vale lembrar que, em 1996, Michael Jordan já estava em fim de carreira e próximo da aposentadoria. Não à toa, as melhores lembranças que a minha geração tem de Jordan são de seu jogo contra os Monstars em Space Jam.

A única certeza sobre Space Jam 2 é que terá salas lotadas de crianças de já 20 e tantos anos, realizadas, felizes e com brilho nos olhos Nós já gostamos do filme e ele nem estreou.

Estão pipocando montagens nas redes sociais sobre o cartaz do filme. Escolhi uma bem legal para mostrar.

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Gabriel Estrella

Gabriel Estrella é historiador e torcedor rubro-negro. Mais do que isso, é um apaixonado pelo esporte bretão. Escreve, pensa e vive futebol, real ou virtual.

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