David Sedaris em Ouro Preto e minha vizinha que matava cachorros
Esse livro, “Eu Falar Bonito Um Dia”, do David Sedaris (Companhia das Letras, 2000), tem me acompanhado nas últimas semanas como uma espécie de livro-pausa.
Esse livro, “Eu Falar Bonito Um Dia”, do David Sedaris (Companhia das Letras, 2000), tem me acompanhado nas últimas semanas como uma espécie de livro-pausa.
A banda, imparável, imorrível e insuperável, segue escrevendo sua história com discos, turnês, shows, desafiando o tempo e a lógica.
Talvez seja a banalidade que torne tudo bonito. Palavras não encerram possibilidades, só dão nomes àquilo que já existe.
Um dia a Anna e o Luã viraram um casal. Hoje moram num bairro vizinho e por Deus que eles são duas do total de umas 10 pessoas que eu convidaria para o meu casamento.
Naquela tarde, chorei por um livro. Mas foi de alegria. Diferente da noite em que chorei por um livro, uma camisa do Botafogo, um celular e um George Foreman Grill.
Se o Murakami mais famoso é melancolia, jazz e gatos, o primo do submundo é violência, punk e baratas esmagadas.
É uma pena que eu não tenha, hoje, nada do Sonny Rollins por aqui, e talvez eu deva procurar meu vendedor de discos pouco ganancioso do Centro do Rio para tentar corrigir essa questão em breve.
A Dani era uma garota uns dois ou três anos mais nova, que estudou no mesmo colégio que eu e com quem, alguns anos mais tarde, passei a esbarrar eventualmente no trem quando voltávamos de nossas respectivas faculdades
Nosso pai havia partido. Havia tristeza, sim. E havia também, talvez ainda mais, resignação e alívio.