Ira! lança clipe de “Mulheres à frente da tropa”

 

 

Após 13 anos sem voltar aos estúdios, o Ira! lança um trabalho de inéditas. O álbum batizado de “IRA” (sem exclamação) traz 10 faixas e foi gravado no estúdio A9 Audio, em São Paulo, com produção de Apollo 9.

 

Deste álbum, o primeiro clipe lançado é da canção “Mulheres à Frente da Tropa”. Composta e interpretada pelo guitarrista Edgard Scandurra, foi inspirada em manifestações lideradas por mulheres e exalta a força e o protagonismo feminino nas questões políticas e sociais do nosso tempo. O coro de vozes femininas conta com a participação de Virginie, vocalista da saudosa banda Metrô.

 

Gravado em boa parte nas dependências da Ocupação 09 de Julho, o vídeo, dirigido por Luciana Sérvulo, conta uma história a partir do sonho de uma senhora que cochila em sua poltrona, onde surgem diversas mulheres que caminham para seus destinos, entre elas, representantes de outros tempos como a sufragista norte americana na luta pelo seu direito ao voto.

 

O vídeo mostra ainda, pinturas e figuras marcantes como Marielle Franco, Dandara, Preta Ferreira e conta com a participação de mulheres, entre elas representantes do MTST, ativistas, estudantes, adolescentes, crianças, artistas e performances, como a bailarina Sandra Miyazawa e lideranças comunitárias como a indígena Guarani Sônia Ana Mirim e Carmen Silva, do movimento dos trabalhadores sem teto de São Paulo (MTST). Ao final, muitos rostos de mulheres observam o ‘voar’ da bailarina sobre suas cabeças e sobre a cidade, num claro símbolo de leveza, amor e liberdade. A senhora acorda e o sonho segue.

 

A formação atual é Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocal), Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua (bateria).

 

3+

CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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