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Destaques no Streaming em 2025

 

 

 

E aqui estamos nós para os destaques de séries disponíveis nos serviços de streaming aqui e ali. Com o mesmo princípio utilizado para os discos, a gente não vai atribuir uma escala de melhor para pior ou algo do gênero. A ideia aqui é mostrar o que, a nosso ver, vai ultrapassar o teste do tempo e durar mais que este ciclo de 365 dias que foi 2025. Dentro dessa visão, dá pra dizer que “Slow Horses”, que já vai para sua sexta temporada, é quase um clássico moderno das séries de espionagem, junto com coisas como “The Americans”, por exemplo. E como esta, “Slow…” também consegue acrescentar algo além do gênero clássico de espiões. Se na história do casal soviético que vive na Washington dos anos 1980 a novidade era o inusitado da situação e o choque cultural contínuo, em “Slow Horses” o charme está na premissa de mostrar uma divisão “pangaré” do serviço de inteligência britânico, o MI5. São agentes desajustados, meio malucos, péssimos, mas todos capazes de trabalhar em equipe e seguir as determinações de seu chefe, o repulsivo, bebum, porcão e genial Jackson Lamb, magistralmente interpretado por Gary Oldman. A cada temporada esse cenário se mantém atraente, hilariante e sensacional. Poderia durar pra sempre.

 

Ao lado de “Slow Horses” na nossa lista está a maior realização do universo Star Wars depois da primeira trilogia de filmes e de “Rogue One”: “Andor”. Baseada nos personagens de “Rogue One” (2015), a história mostra os eventos anteriores aos mostrados no primeiro longa da série, de 1977 e insere em sua narrativa um conteúdo político-social valioso. A segunda temporada, exibida no início de 2025, tem momentos impressionantes, mostrando todo o caráter violento e cruel do Império e de seus comandantes. Outro momento importante do ano veio com “Adolescência”, série inglesa da Netflix sobre violência infantil, que mostrou na crueza de seu roteiro e nas interpretações sensacionais do elenco uma história tristíssima de assassinato infantil em meio a um cotidiano “seguro” e familiar numa cidade do norte da Inglaterra. E o tema de violência infantil também permeia a ótima “All Her Fault”, da Prime Video, que traz a ótima Sarah Snook no papel de uma mãe que tem o filho sequestrado e se vê numa trama rocambolesca de aparências, mágoas, enganos e falsidade em meio aos ricos e abastados de Chicago.

 

E tem a nossa queridinha da casa: “Star Trek: Strange New Worlds”, que segue sua trajetória inovadora e clássica ao mesmo tempo, mostrando as aventuras da tripulação inicial da Enterprise, sob o comando do capitão Chris Pike. O Spock de Ethan Peck segue como o destaque absoluto do elenco, mostrando que tem carisma e força para ombrear com o clássico personagem de Leonard Nimoy. Por fim, duas estreias sensacionais: “O Eternauta”, da Netflix, baseada nos quadrinhos clássicos do argentino Héctor Germán Oesterheld e com Ricardo Darin no papel principal, mostra um apocalipse misterioso em Buenos Aires, com a trama se desenrolando aos poucos, em meio a efeitos especiais sensacionais. E “Pluribus”, da Apple TV, que mostra um misterioso evento em que a humanidade deixa de lado suas diferenças, passa a pensar de forma coletiva e, ao mesmo tempo, perde toda sua espontaneidade. Criada por Vince Gilligan, o mesmo de “Breaking Bad”, “Pluribus” mostra a saga da escritora Carol Sturka na resistência a esta situação. A interpretação de Rhea Seehorn é uma das melhores de toda a temporada de 2025. Tanto “O Eternauta” quanto “Pluribus” terão continuidade em novas temporadas.

 

Slow Horses (Apple TV)

 

 

 

Andor (Disney)

 

 

 

Adolescência (Netflix)

 

 

All Her Fault (Prime Video)

 

 

Star Trek: Strange New Worlds (Paramount)

 

 

 

O Eternauta (Netflix)

 

 

 

Pluribus (Apple TV)

 

CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é mestre em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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