Diário de uma tiete – Belchior

 

 

Nesse programa,  eu conto como falei para o cantor e compositor Belchior que estava com medo de avião e pedi para tirar uma foto com ele.

 

 

 

Nota do editor:

 

E este episódio do Diário de uma Tiete vem bem a calhar porque o projeto de financiamento coletivo do livro “Viver é melhor que sonhar – Os últimos caminhos de Belchior” atingiu a meta. Se você quiser garantir uma das várias recompensas bacanérrimas, basta ir até este link aqui e participar.

 

No livro, Chris e Marcelo Bortoloti oferecem um relato em forma de road book investigativo.

 

Eles percorreram cidades por onde o cantor passou, antes e depois do sumiço. Foram ao Rio Grande do Sul, seguiram para o Uruguai, depois para São Paulo e finalmente chegaram ao Ceará. Foram de trás para frente: do lugar onde ele morreu até o lugar onde ele nasceu. Neste trajeto, entrevistaram pessoas que tiveram contato com ele, conheceram locais onde ele se hospedou, dormiram em camas onde ele dormiu, reviraram suas malas deixadas para trás. Consultaram processos e documentos que levavam seu nome e anotações pessoais, perturbaram sua família com perguntas indiscretas, choraram com alguns depoimentos, entrevistaram suas amantes, seus advogados, seus amigos de infância. Ao longo da investigação, no entanto, não foi possível distinguir os limites entre a vida íntima do homem e a vida pública do artista. Estava tudo embaralhado num mesmo cesto que era necessário examinar para compreender suas motivações mais profundas. Ao lado das músicas, dos livros, dos depoimentos, absorveram também as fofocas, as picuinhas, as maledicências. Suas facetas jornalísticas e pesquisadoras estavam separadas por uma linha bastante tênue.

 

Nas páginas do road book “Viver é melhor que sonhar – Os últimos caminhos de Belchior” (Sonora Editora) – que está em pré-venda e deve ser lançado entre fevereiro e março – o leitor vai acompanhar o nosso processo de descoberta. Um trajeto cheio de percalços, pequenas decepções, grandes alegrias, com muitas versões de uma mesma história narradas pelas diversas testemunhas que acompanharam a tragédia daquele grande artista. Nos dez últimos anos antes da sua morte, Belchior viveu de maneira insólita e extraordinária, conhecendo pessoas diversas, lugares interessantes e relações inusitadas, com fãs perplexos que abrigaram um astro da música em suas casas sem saber muito bem por que ele estava ali. Em parte, o astro buscou este caminho; em parte, foi conduzido a ele. Acompanhar os seus passos nos abriu para uma compreensão mais madura da existência de um grande artista, e da própria sociedade que o cerca. Esperamos que o leitor possa compartilhar esta descoberta.

 

Chris Fuscaldo

Chris Fuscaldo é escritora, jornalista e cantautora, além de mestra e doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade. Trabalhou nos jornais Extra e O Globo, e colaborou para diversas revistas brasileiras, entre elas MTV e Rolling Stone. Além de editar o blog GarotaFM em seu site, produz conteúdo para artistas e gravadoras e atua como mediadora de debates em eventos ligados à música. Em 2015, foi responsável pela pesquisa do livro “Rock in Rio 30 Anos” (Ed. 5W). No ano seguinte, estreou como escritora em “Discobiografia Legionária” (Ed. LeYa), em que conta a história da Legião Urbana através de seus álbuns. Em 2017, estreou como cantora e compositora no álbum “Mundo Ficção”. Em 2018 lançou o livro “Discobiografia Mutante: Álbuns que Revolucionaram a Música Brasileira” (troféu Prêmio Profissionais da Música) e, com ele, fundou sua própria editora, a Garota FM Books.

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