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Bruce Springsteen lança canção anti-ICE

 

 

Em um gesto que reafirma sua posição dentro da tradição de protesto do cancioneiro americano, Bruce Springsteen canaliza a crueza da E Street Band em “Streets of Minneapolis”, uma canção de indignação que surge sob o calor das cinzas de Renee Macklin Good e Alex Pretti, mortos pela polícia anti-imigração da administração trump.

 

Com voz rouca e visceral, o “Boss” abdica das metáforas gentis para peitar diretamente o que chama de “terror de Estado”, confrontando a narrativa oficial do governo federal — e as declarações belicosas de figuras como Kristi Noem — com a realidade nua capturada pelas lentes de celulares dos bairros imigrantes.

 

A faixa não é apenas um registro de rock and roll urgente; é Springsteen operando em seu modo mais “Woody Guthrie”, transformando o luto em resistência política e deixando claro que, enquanto houver abuso de poder nas esquinas de Minneapolis, sua guitarra continuará sendo uma arma apontada contra a injustiça e o negacionismo autoritário.

 

“Their claim was self defense, sir / Just don’t believe your eyes,” Springsteen sings. “It’s our blood and bones / And these whistles and phones / Against [Stephen] Miller and [Kristi] Noem’s dirty lies.”

 

CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é mestre em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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