The Faces ao vivo, 04 de janeiro de 1972

 

 

Onde você estava em 1972? Em outro plano, provavelmente. Eu, por minha vez, já estava aqui, era num bebê gordinho de um ano e meio que recebia muito apertão e fofura da minha família. Mas, isso não vem ao caso. O que importa aqui é este achado dourado que o famigerado algorítimo do Youtube me mostrou agora: um set preciso e precioso dos Faces, a minha banda inglesa preferida do início dos anos 1970, à frente inclusive dos Rolling Stones e do Led Zeppelin. Um dia a gente discute sobre quem é mais sensacional, mas, por enquanto, eu só convido vocês para ver este concerto de sete canções, dentre as quais há covers belíssimas, pot-pourris e a formação clássica da banda em todo o seu esplendor.

 

A performance aconteceu em 04 de janeiro, para o BBB Crown Jewels, um especial da rede de TV estatal inglesa. A banda vinha de um 1971 agitadíssimo, no qual lançara dois álbuns: “Long Player” e o perfeito “A Nod Is as Good as a Wink… To a Blind Horse”, sem falar que Rod Stewart lançara seu terceido álbum solo, o indescritível “Every Picture Tells A Story”, ou seja, estamos falando de uma banda no topo de seu jogo, dando as cartas, tocando por telepatia e com perfeição espiritual máxima. Ou seja, não tem pra ninguém.

 

Vejam e deleitem-se.

Setlist:

1.- “Three Button Hand Me Down” – 0:00

2.- “Maybe I’m Amazed” (Paul McCartney Cover) – 4:50

3.- “Too Much Woman (For A Henpecked Man)” (Ika & Tina Turner Cover)/”Street Fighting Man” (The Rolling Stones Cover) – 11:12

4.- “Miss Judy’s Farm” – 17:46

5.- “Love In Vain” (Robert Johnson Cover) – 21:48

6.- “Stay With Me” – 29:21

7.- “(I Know) I’m Losing You” (The Temptations Cover) – 35:28

 

The Faces:

Vocals – Rod Stewart

Guitar – Ronnie Wood

Bass – Ronnie Lane

Drums – Kenney Jones

Keyboards – Ian Mclagan

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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