Laure Briard Lança Novo Clipe

Foto: Lisa Boostani

 

Se alguém entrasse no universo criativo da cantora e compositora francesa, Laure Briard, além dos ritmos yeyé, psych, garage, pop e ingredientes de bossa nova, também iria encontrar cenários musicais e personagens adaptados em sketches e representações pessoais – o que é possível descobrir no clipe de “Idéal”, que ela lança hoje (25). A faixa faz parte do disco “Un peu plus d’amour s’il vous plaît”, disponibilizado em fevereiro pelo selo francês Midnight Special Records, que representa a Michel Records e também a Burger Records.

 

Segunda canção do terceiro álbum de Laure, essa balada psych pop, escrita e composta pela artista, é inspirada em uma separação. A letra evoca a melancolia provocada por uma ruptura do que seria uma vida amorosa ideal, transmite a renúncia e fatalidade do passar do tempo. O clipe, dirigido por Marjorie Calle e Jules Ribis, apresenta Mary, uma jovem livre, com total controle de sua vida e que se alimenta de sua paixão. Já, Laure, aparece contemplando a vida de longe, fascinada por um ideal que acredita estar perdido. Suas desilusões e medos refletem em seu olhar cansado.

 

Com “Un peu plus d’amour s’il vous plait”, desde fevereiro, Laure Briard esteve em publicações como Libération, Les inRocks e Faces e se apresentou em mais de trinta lugares, tendo até mesmo compartilhado o palco com Stereolab, The Lemon Twigs, Papooz or Miossec. No Brasil, ela passou recentemente por São Paulo, Campinas, Vitória e Rio de Janeiro com uma superbanda composta pelos brasileiros Larissa Conforto (ex-Ventre), Danilo Selvagi e Helena Rosa, ambos do Hierofante Púrpura, e o tecladista francês Vincent Guyot. Em São Paulo, o show teve a participação especial de Benke Ferraz.

 

Veja aqui.

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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