Elza Soares lança “Libertação”, primeiro single de seu próximo disco

 

“Libertação” revela a força do novo álbum de Elza Soares. Composta por Russo Passopusso, a música teve produção e execução musical da banda BaianaSystem, com participações da cantora Virgínia Rodrigues e da Orkestra Rumpilezz, do maestro Letieres Leite, autor do arranjo. A partir de hoje, o single estará disponível nas plataformas digitais. A sua capa foi feita por Felipe Cartaxo, artista responsável pela identidade visual do BaianaSystem.

 

O título “Planeta Fome” foi escolha pessoal de Elza Soares e faz uma religação do início de sua carreira com os dias de hoje. Ela ainda era aspirante a cantora quando foi ao programa “Calouros em Desfile”, na Rádio Tupi, apresentado por Ary Barroso. Ao vê-la vestida com trajes pobres, o compositor e radialista perguntou: “De que planeta você veio, minha filha?”. E ela respondeu: “Do mesmo planeta que o senhor, do planeta fome”. Naquela época Elza achava que se tivesse alimentos para ela e para os filhos, não teria mais fome. O tempo passou e Elza continua com fome, fome de cultura, de dignidade, de educação, de igualdade e muito mais. Elza percebeu que a fome só muda de cara, mas não tem fim. “Há sempre um vazio na humanidade que a gente não consegue preencher e talvez seja essa mesma a razão da nossa existência” – comentou. E é disso que trata “Planeta Fome”, é essa a história que ela conta nesse álbum.

 

Elza escolheu minuciosamente o repertório, selecionando o que queria cantar, o que faria sentido em 2019. São 11 faixas, entre inéditas e regravações.  “Planeta Fome” foi produzido por Rafael Ramos e tocado por diversos músicos, entre eles Pupillo (bateria), Guilherme Monteiro (guitarra), Sidão Santos (baixo), Mestre Dalua (percussão), Marcos Suzano (percussão), Marlon Sette (arranjos de metais e trombone), e Felipe Pacheco (arranjo de cordas e violino). Será lançado dia 13 de setembro pela gravadora Deck em CD, vinil, cassete e nos aplicativos de música.

 

Ouça o single:

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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