Morre Bill Withers aos 81 anos

 

 

Creiam, nada é mais triste para o jornalista do que fazer obituários de pessoas que admira. Ontem foi com Adam Schlesinger, hoje é com o soulman Bill Withers, morto aos 81 anos, por conta de problemas cardíacos. Entre alguns clássicos, Withers compôs e interpretou “Ain’t No Sunshine”, “Lean On Me”, “Lovely Day”. Seus parentes – esposa e filhos – emitiram a seguinte nota:

 

 

“Estamos devastados pela perda do nosso amado e devoto marido e pai. Um homem solitário com um coração destinado a conectar o mundo, com sua poesia e música, ele falou honestamente com as pessoas e as conectou umas às outras.

 

Com uma vida extremamente privada perto da família próxima e amigos, sua música pertence ao mundo para sempre. Nesse período difícil, rezamos para que sua música leve conforto e entretenimento à medida que fãs ficam ao lado das pessoas amadas.”

 

Como o texto diz, Bill era um cara introspectivo e recluso. Sua música deixava transparecer esta faceta, na maioria do tempo falando sobre sentimentos, amor, amizade e união. Ele ganhou três Grammys ao longo da carreira, que durou de 1970 a 1985. Ele começou “tarde” porque esteve durante nove anos na Marinha americana, da qual saiu em 1965, demorando mais cinco anos para fazer sucesso. Em 2015, Stevie Wonder o indicou para o Rock’n’Roll Hall Of Fame.

 

Seu maior sucesso foi “Ain’t No Sunshine”, que foi regravada por vários artistas, entre eles, Michael Jackson. A canção também apareceu em vários filmes, sendo que tem um papel muito importante em “Um Lugar Chamado Notting Hill”, na qual sonoriza uma bela sequência em que vão passando as estações do ano durante os pouco mais de dois minutos de sua duração.

 

 

Que descanse em paz. Bill Withers era um discreto e solitário gigante da música.

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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