Dia da Consciência Negra

 

 

Hoje é o Dia da Consciência Negra. Há muitas formas de lembrar do holocausto longo, duradouro e insuportável que foi imposto a várias populações negras, que vieram da África para as Américas ao longo de vários séculos. O primeiro passo é reconhecê-lo como absolutamente necessário num país como o Brasil, que detém uma das maiores populações de negros e mestiços da América.

 

Pra lembrar disso, aqui vai “Ship Ahoy”, uma canção assombrosa do grupo americano O’Jays, escrita e gravada em 1973, falando sobre “homens, mulheres e crianças sendo presos e enviados para a ~Terra da Liberdade~”, alegoria terrível sobre escravos enviados para os Estados Unidos. Que sirva de lembrança, alerta e marco temporal para nunca ser esquecido.  A canção foi faixa-título do disco lançando pela banda naquele ano, que também tinha uma crítica feroz à importância do dinheiro na vida das pessoas: “For The Love Of The Money”.

 

E no nosso caso brasileiro…

 

Por favor, não comemore o dia 13 de maio como “abolição da escravatura”.

 

Foi um ato criminoso do governo imperial agonizante, cedendo às pressões de agricultores, que consistiu na entrada de milhões de negros no mercado de trabalho sem qualquer salvaguarda social do estado.

 

Ela é a confirmação da desigualdade que reverbera até hoje na nossa sociedade.

 

Comemore o dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra.

 

The O’Jays – Ship Ahoy

 

Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy!
Ship Ahoy, yeah
Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy!
Ship Ahoy

As far as your eye can see,
Men, women, and baby slaves
Coming to the land of Liberty,

Where life’s design is already made
So young and so strong
They’re just waiting to be saved

Lord, I’m so tired
And I know you’re tired too,
Look over the horizon, see the sun
Shining down on you

Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy!
Ship Ahoy, yeah
Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy! Ship Ahoy!
Ship Ahoy uh-huh

Can’t you feel the motion of the ocean,
Can’t you feel the cold wind blowing by?
There’s so many fish in the sea,

We’re just, we’re just, we’re just
We’re just masts?
Riding on the waves
the waves
we are
riding on the waves

Ship Ahoy!…

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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