nana lança clipe para W.O, dirigido por Marcelo Perdido

 

A cantora e compositora baiana nana, 29, lança hoje, 13 de setembro (sexta-feira), o clipe da música “W.O.”, a bossa nova que completa seu último álbum, “CMG-NGM-PDE” (comigo-ninguém-pode). A artista, que escolheu Berlim como casa em 2014 para estudar theremin, gravou o novo clipe no Parque del Retiro Madrid, Espanha, aproveitando a luz do pôr do sol. O vídeo ensolarado foi dirigido pelo músico Marcelo Perdido.

 

Perdido passou uma temporada de férias em Madrid, e queríamos filmar um clipe juntos. Ficamos atentos para locações, mas assim que fomos no el Retiro soubemos que era o lugar. O clima era muito bom, e a luz no pôr-do-sol incrível”, conta a artista, que é amiga e parceira profissional do paulista, produzindo recentemente a faixa “Menos Pior” do novo álbum do músico, “Brasa” (2018).

 

Idealizado por nana e Perdido, o vídeo traz um olhar sensível, repleto de detalhes. nana, de tênis e trajes esportivos, se prepara para uma corrida rumo ao desconhecido, toda filmada em câmera lenta. “Já tínhamos combinado de usar essa referência esportiva, que já está presente na letra de W.O., e também de evidenciar um outro aspecto da música que é a espera. Ele trouxe essa ideia de fazer um clipe todo sobre o antes: a preparação, o aquecimento, o alongamento, e no fim uma corrida rumo ao desconhecido”, divide a artista.

 

Para nana, a escolha de filmar essa corrida, um pouco misteriosa e curiosa, dialoga com seu momento atual. 

 

“Tenho estado mais aberta a novas experimentações, mas sem cobranças de lançar um novo trabalho. Claro que gostaria de gravar um EP em 2020, mas estou me dando tempo de entender que tipo de som eu quero explorar. Agora que tenho meu próprio estúdio, me sinto mais livre pra explorar outros aspectos da minha música”, explica.

 

Veja o clipe aqui.

 

Ouça CMG NGM PDE abaixo.

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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