Daisy Jones & The Six – Uma História de Amor e Música

 

 

Afasta o sofá, aumenta o som que hoje é dia de livro e rock, bebê.

 

Eu nunca havia ouvido falar da americana Taylor Jenkins Reid até seu nome me aparecer na capa linda de um livro chamado Daisy Jones and The Six. Colorida e recomendada pela maravilhosa Reese Whiterspoon ela me pegou de jeito e me puxou para dentro de uma atmosfera setentista rock n´ roll e fascinante nessa época em que me concentrar numa leitura tem demorado mais que os solos mais longos do Grateful Dead.

 

Billy e Eddie Dunne tinham alcançado uma certa projeção com a banda The Dunne Brothers e seu primeiro álbum quando o furacão Daisy Jones apareceu em suas vidas, trazendo com sua voz rouca, suas pulseiras tilintantes e uma enorme energia festeira a promessa do topo das paradas e do mundo.

 

Com ela a banda ganhou o nome de The Six e iniciou o processo de gravação do estrondoso disco Aurora. Depois da turnê de seu lançamento a banda se separou e Daisy Jones and The Six é o relato fictício em forma de entrevista daqueles anos de criação, sonhos, drogas, sexo e rock n´roll.

 

É praticamente impossível não valorizar o trabalho de pesquisa da autora ao lermos o livro. Ela intercala depoimentos dos membros da banda, seus conjugues, amigos, empresários e equipe de uma forma tão verossímil que é como se a banda realmente tivesse existido (eu fiquei com vontade de dar um Google só para checar se o livro na verdade não é uma biografia)

 

Eu queria ter os vinis deles. A capa do Aurora, criada para a divulgação do livro é puro anos 70

 

Li uma resenha do livro comparando sua atmosfera com os filmes The Runaway eThe Dirt, como eu não os assisti posso dizer que senti uma pegada Quase Famosos, o clássico dirigido por Cameron Crowe.  A imagem de Daisy, por fora fogo e por dentro uma menina a procura de amor e abrigo me lembrou Penny Lane, o ícone interpretado por Kate Hudson e a banda de trajetória abruptamente interrompida e liderada por um vocalista egocêntrico tem todo um quê do Stillwater.  O livro, entretanto tem mais camadas: as personagens femininas travam batalhas para se afirmarem em um ambiente machista, há uma abordagem do alcoolismo e relacionamentos abusivos e um final que surpreende e emociona.

 

Nas últimas páginas ,outra prova do esforço da autora em entregar uma obra mais realista possível: todas as letras das músicas do disco Aurora, faixa por faixa, cujo processo de escrita Taylor narrou com maestria  e dão na gente vontade de ouvi-las cantadas por um banda de cabeludos e cabeludas com suas camisas jeans e suas batas estampadas.

 

Pois é, respeitável público, até na literatura só o rock nos salva.

 

 

Notinha do Editor 1: no Spotify há uma playlist feita pela editora do livro original, Random House Books, com várias belezuras. Segue o link abaixo.

 

Notinha do Editor 2: a série sobre o livro já foi encomendada pela Amazon Prime à própria Reese Witherspoon, que deve produzi-la. As primeiras conversas aconteceram em 2018 e ainda não há prazo para estreia.

 

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Debora Consíglio

Beatlemaniaca, viciada em canetas Stabillo e post-it é professora pra viver e escreve pra não enlouquecer. Desde pequena movida a livros,filmes e música,devota fiel da palavras. Se antes tinha vergonha das próprias ideias hoje não se limita,se espalha, se expressa.

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