Caê, 77

 

Hoje é o 77º aniversário de Caetano Emanuel Viana Teles Veloso. Ele é uma figura absolutamente vital para entender a cultura popular brasileira dos últimos 50 anos, pelo menos. Cantor, compositor, músico, escritor, Caetano é um Homem da Renascença. Dono de uma carreira invejável, com muitos álbuns importantíssimos lançados ao longo de quase meio século, não há como não pensar numa mente livre como a dele num momento de repressão de pensamento como o que vivemos hoje.

 

Caetano é um amante da democracia e da liberdade de expressão. Foi “convidado” a deixar o país em fins de 1968 por conta do AI-5. Exilou-se em Londres em depressão, voltou para o Brasil no início dos anos 70, enfrentou a censura dos governos militares e manteve-se vivo, com canções importantíssimas, que faziam, em meio a um vasto arsenal de recursos poéticos, análises precisas e líricas da conjunção mundial e/ou nacional dos momentos.

 

Sendo assim, por conta deste nosso momento, vou ignorar as lindas e inúmeras canções de amor de Caetano e colocar uma desta análise de conjuntura, gravada há 26 anos, mas ainda muito atual, infelizmente. No dia em que superarmos todas as questões colocadas na letra desta música, teremos, enfim, evoluído.

 

CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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