Bate Bola Gigante

Quando estava bolando a ideia da Célula Pop enquanto site de cultura pop, me perguntei se deveria incluir TV como assunto a ser abordado. Explico o motivo da dúvida: não vejo TV em quantidade suficiente para comentar. Pode ser paradoxal, uma vez que ainda é o meio de transmissão de informação com maior penetração em lares brasileiros – apesar da iminente ultrapassagem pela Internet. A não ser por um ou outro programa culinário, só uso o aparelho para ver séries ou filmes e passo bem. Uma única exceção a esta regra me fez confirmar a necessidade: o Bate Bola Debate, programa esportivo que vai ao ar na ESPN Brasil, de segunda à sexta, 12:30h.

“Programa Esportivo” é uma denominação que não faz jus ao que o pessoal dirigido por Wagner Patti coloca no ar. Tem a ver com mesa redonda, programa de entrevista chapa branca, passarela para comentaristas tacanhos exporem pontos de vista ultrapassados…Apresentado por Bruno Vicari e com participação de Celso Unzelte, Rômulo  Mendonça, Leonardo Bertozzi e Jorge Nicola, o BB Debate, TAMBÉM é um programa esportivo. Está mais para – como definiu bem o próprio Patti, uma “série sobre esportes”. Nenhuma atração do ramo acena com tanto carinho para a cultura pop e conta com participantes tão distintos. Patti dirige e Vicari administra ao vivo o pequeno e delicioso caos que se instaura. A dupla, no entanto, ressalta a importância da presença do editor adjunto Vitor “Vitão” Inavoski, responsável por grande parte das sacadas que vão ao ar e titular absoluto das legendagens dos clipes e trechos de filmes em inglês que são exibidos em alguns momentos.

As discussões podem ir para o terreno do debate mais acalorado ou para algo que tangencia o terreno do humor (in)voluntário, com resultados ótimos na maioria das vezes. Os comentaristas e o co-apresentador (como Mendonça faz questão de ser chamado) interagem, primordialmente sobre futebol, mas a conversa pode chegar a abranger artistas populares da música (Gilliard e Ovelha já estiveram no programa), convidados especiais (o mascote do Chicago Bulls, Benny The Bull esteve no BB Debate e foi espancado por Rômulo Mendonça), técnicos, jogadores, além dos habituais repórteres que fazem a cobertura dos fatos pela emissora.

Diante desta posição de protagonismo em meio ao que há de mais legal – e muito imitado por concorrentes – na crônica esportiva nacional, bati um papo com Professor, Bertozzi, Patti, Bruno Vicari e Marcela Rafael (substituta de Bruno em férias) sobre o barato de fazer o programa e levá-lo ao ar. Não esqueci dos essenciais Wagner Patti e Vitão, responsáveis legais da coisa toda. Num oceano de mesmice, o BB Debate é garantia de informação com entretenimento e seu segredo é dosá-los na hora e medida certas, que variam de acordo com o assunto e a circunstância.

 

 

– O Bate Bola Debate consegue ser um programa informativo sobre futebol e, ao mesmo tempo, um programa com humor. Como vocês conseguiram chegar nesta fórmula?

Marcela: Acho que foi o que o Wagninho sempre buscou. E demoramos um pouco pra chegar a essa fórmula. Mas depois de muitas tentativas chegamos ao ponto. OS quadros de humor além da liberdade dos comentaristas/apresentador é o diferencial. E com liberdade todo mundo acaba criando no ar mesmo. Essa é a fórmula.

Professor: Mais que uma fórmula, acredito que seja uma tendência dos programas esportivos, que sempre andaram junto com o entretenimento. Uma tendência com a qual eu nem sempre concordo, principalmente quando esse entretenimento ocupa lugar de informação importante. De qualquer forma, eu já tinha uma certa experiência com um outro programa esportivo bem-humorado, o Loucos por Futebol, do qual fui um dos apresentadores, na própria Espn, durante nove anos, entre 2005 e 2014.

Leo: O programa vai ao ar no horário de almoço, né? É um horário em que as pessoas estão querendo uma coisa mais leve, não muito aprofundada sobre os assuntos, acho que casa bem com essa coisa mais descontraída e leve. Não é um programa humorístico, as pessoas sabem que vão ver bons debates sobre futebol e bons debates. É uma fórmula que caiu no gosto do público e funciona bem.

Bruno: O BB Debate é um programa de jornalismo, é um programa divertido, mas não é de humor. Eu cheguei na Espn no segundo semestre de 2014 e o programa era “mais pesado”. O Wagner começou a mudar os integrantes do programa e foi encaixando aos poucos. Acaba sendo descontraído por conta das características diferentes da gente.

Wagner Patti: A gente não quer perder esse tom mais leve e quer explorar a qualidade de cada elemento. O Bruno rege a banda; o Leo é o sabe-tudo de futebol e também fuça redes sociais, traz elementos de fora do futebol; o Rômulo traz a visão do cara que não é especializado; o Professor tem essa qualidade de … Professor, a gente explora esse potencial dele, é uma enciclopédia para assuntos do futebol e além. A gente criou um contexto, com personagens, um universo para o BB Debate, que funcionam no nosso contexto. É como uma série, um filme. Você se identifica com os personagens e sabe que eles irão reagir de formas diferentes em relação aos assuntos. É uma narrativa de série, de uma série de esportes.

Vitão: Nem é uma fórmula, é um estilo de trabalho. O entretenimento vem até antes do esporte. A gente tem que entreter, levar as coisas com leveza, saber brincar com os acertos, erros, a gente não freia isso.

 

– Há um roteiro de temas, porém há muito espaço para improvisação. Como funciona isso na hora em que o programa já está no ar?

Marcela: Funciona com liberdade. Ninguém pensa muito no que vai acontecer, a não ser os editores/apresentador. Os comentaristas muitas vezes não sabem o que vão ver no ar. É um programa de 3 horas. Então tem isso também. Tempo não é problema. Wagninho tenta controlar pelo ponto, mas nem sempre é possível. às vezes até nós, apresentadores, perdemos o controle. Mas é engraçado. Quando não tem um pouco de diversão, não vale.

Professor: De uma maneira bem caótica (risos). Às vezes a gente tenta improvisar alguma coisa que acaba não dando certo, em outras vezes um assunto ou comentário que a gente fez sem querer acaba rendendo muito mais do que o esperado. Aliás algumas das coisas mais legais que a gente faz nasceram assim, sem querer. Na condução desse processo o feeling do Bruno e da Marcela como apresentadores, dando mais espaço ou cortando certas coisas na
hora certa, é fundamental.

Leo: O programa tem uma pauta, que vai atender os times mais populares do país, mas isso não é fechado. Ela pode e deve ser subvertida a qualquer momento por conta de um assunto mais importante, com a notícia de última hora. E, sim, no meio de alguma discussão pode surgir um tema, que pode ganhar corpo e vir a ser um assunto do programa. Às vezes alguma coisa que nem é o tema central de uma discussão acaba repercutindo mais nas redes sociais. A gente tem uma pauta, mas que deve ser subvertida.

Bruno: Sim, existe um roteiro, que é feito por mim, pelo Wagner e pelo Vitão, todos os dias de manhã. Mas isso não é fixo. As coisas vão mudando, a gente fica muito atento ao que tá acontecendo nas redes sociais e tudo pode mudar.

 

– Com o passar do tempo, foram surgindo quadros, bordões e brincadeiras próprias do programa. “O Jornalismo Morreu”, “Terra Chamando”, “É o Caos”, “Polícia do Clubismo”, “Canto da Sereia”, “Cidades”, entre outros. Como funciona essa linha de montagem de quadros próprios?

Marcela: São temas discutidos antes do programa, na reunião de pauta. Mas muitos quadros foram “inventados” no ar e dando certo. Isso vai muito da temperatura do momento na hora da brincadeira. Às vezes os editores sentem que alguma brincadeira rende mais e explora mais também. Em alguns casos elas viram quadros.

Professor: O único momento em que sentamos para pensar nos quadros foi na passagem de uma temporada para a outra. Na maioria dos caaos eles surgiram sem querer, no processo que eu descrevi acima. Nosso melhor termômetro para avaliar isso é a reação das pessoas, principalmente via redes sociais.

Leo: O mais legal dos quadros é que eles surgem de maneira natural. Nunca foram previamente pensados, surgiram de algo que aconteceu e caiu no gosto do público. O Cidades, por exemplo, que traz a participação do fã do esporte. A “Polícia do Clubismo”, o “Canto da Sereia”, “O Jornalismo Morreu” – que é uma frase que a gente usa muito com o Rômulo – porque ele tem umas tiradas ótimas e se coloca como um cara alheio à nossa função…Nada disso saiu da reunião de pauta, saiu do programa e caiu no gosto do público. O “Terra Chamando” é quando a gente sai divagando sobre assuntos que vão além do futebol e funciona bem também.

Bruno: Muita coisa aconteceu no improviso. Poucos foram pensados tendo em vista um ou outro participante. As coisas foram acontecendo naturalmente e virando quadros. O “Cidades” foi assim. O Canto da Sereia também. As coisas dão certo por serem pensadas, mas também funcionam porque são espontâneas. E quem acompanha o programa diariamente sabe disso, vai criando um vínculo, é como se fosse uma série, que você acompanha. É uma característica nossa, sim.

Wagner Patti: A gente fica atento ao que os comentaristas trazem. “O Jornalismo Morreu” é uma piada em cima do pessoal que acha que o futebol brasileiro é jornalismo puro. Num programa de TV cabe tudo: do cinema iraniano à pornochanchada. Tratar o mundo de forma binária é complicado. O “Terra Chamando”, quando eu vejo que os caras estão extrapolando, viajando demais numa conversa extra-futebol, eu chamo eles de volta. O programa é orgânico e os personagens se encaixam, sabem o que podem fazer.

Vitão: Tem vários processos criativos, mas os melhores surgem da rotina do programa, dos costumes dos personagens. “O Jornalismo Morreu” é um exemplo disso, quando a gente falava sobre qualquer coisa menos de esporte. A gente tem a noção de que precisa trabalhar com nossos personagens, explorar as características de cada um.

 

– Um dos charmes do programa é a diversidade entre os comentaristas, cada um representando facetas do amor pelo esporte e do próprio jornalismo esportivo. E tudo flui com imensa naturalidade no programa. Vocês são amigos fora da emissora?

Marcela: Sim. Não estamos juntos o tempo todo. Mas somos amigos. Temos carinho e respeito um pelo outro. Acho que se não fosse assim ficaria muito difícil.

Professor: Juntos, nós nos reunimos uma única vez, no prédio do Bruno, no churrasco de fim de ano de 2017. Só não repetimos neste ano porque o Arnaldo Ribeiro prometeu liberar o sítio-residência dele, mas na hora agá negou fogo (risos). De todos, o único que eu conheço há mais tempo, de outros programas da Espn, é o Leo. Os demais eu conheci no próprio BB Debate, mas sinceramente acho que essa interação fora do programa acaba não fazendo falta.

Leo: A gente se dá muito bem, mas tem rotinas muito diferentes. A convivência não é fácil pra gente poder se encontrar mais vezes. A gente tenta, mas às vezes fica difícil, porém o Arnaldo (Ribeiro, comentarista a Espn) não liberou a casa de Atibaia pra gente. O mais legal é a gente ter respeito um pelo outro

Bruno: Sim, a gente é amigo. Acima de tudo, tem muito respeito. As famílias se conhecem, é difícil estar junto, mas a gente trabalha tanto que eu tento dedicar os meus dias de folga pras minhas filhas. As esposas se conhecem, tem uma amizade legal, sim. Eu gosto muito de trabalhar com esses caras. Se há algum problema a gente sabe que pode contar, não só com eles, mas com quem está atrás das câmaras também.

 

– O respeito pelo futebol por parte de vocês também surge com o amor e a consideração pelo torcedor, seja com o carinho pelo Chapolin Rubro-Negro, seja pela participação do fã do esporte via Internet. Como a torcida influencia nas pautas do programa?

Marcela: Não sei se a torcida influencia, mas sim os assuntos. Mas claro que os times com torcida maior têm notícias que estão mais em evidência. Aparecem mais mesmo. A audiência também é importante. O que está mais quente no dia ganha mais tempo no programa.

Professor: É claro que tentamos dar mais destaque para os assuntos que imaginamos serem os mais fortes. Eu, particularmente, me choco um pouco com o fanatismo do pessoal, principalmente nas redes sociais. É claro que sabia que torcedor de futebol é antes de tudo fanático, mas minhas experiências anteriores não lidavam tanto com o factual. Daí a “Polícia do Clubismo”. Quanto ao carinho em relação ao torcedor, no meu caso qualifico como identificação. Eu também sou um deles.

Leo: Claro que a pauta tem muito a ver com que está em evidência e está sendo repercutido nas redes sociais e sendo falado nas conversas por aí. A gente quer conversar o mesmo assunto que o torcedor. Ele é a base de tudo. A gente vai colocar nossa opinião profissional e contrapor com a do torcedor, que é apaixonado. A paixão tem que ser respeitada. A figura do Chapolin, por exemplo, é sensacional. Eu me identifico com a paixão que ele tem como torcedor. É uma forma positiva de torcer, de demonstrar a paixão pelo clube, ele representa uma boa parcela de torcedores que estão aí que não são doentios, é muito legal. Por isso a gente tem tanto carinho.

Bruno: O torcedor pauta o programa. A gente brinca com os torcedores que assistem ao programa e acabam sendo até personagens. Tem o “hater”, tem o que critica, a gente brinca com eles também. Eu gosto muito de respeitar o fanatismo dos caras, mas eles não podem ser agressivos. Até agradeço pelo cara ser fanático, ele se sente parte do programa também.

Wagner Patti: Não dá mais pra fazer um programa sem a participação do telespectador. E a gente usa as redes sociais como termômetros de assuntos, a gente procura se aproximar do fã do esporte pelas redes, é onde ele tem voz e onde nos ajuda a fazer o programa. Ele quer consumir o programa, por isso temos redes próprias – algo único dentro da Espn. Criamos a live do Facebook com o Leo e o Rômulo, tudo pra aproximar o programa do cara que está em casa. A gente insere o fã do esporte dentro do conteúdo, por isso, temos que trazer pra dentro do programa o cara que está em casa. A gente tem uma sala de estar, não é uma mesa redonda. Nosso público é jovem, senta no nosso sofá pra conversar, pra falar de futebol, quem está bombando no Instagram.

 

– Outro charme imenso do programa é o amor pela cultura pop que vocês demonstram. Referências musicais, cinematográficas, televisivas surgem a todo momento e de forma diversa, a ponto dos comentaristas mencionarem Seinfeld e Gugu Liberato quase ao mesmo tempo. Como vocês sacaram que isso faz diferença na abordagem dos temas esportivos?

Marcela: Isso é bem coisa do Wagninho. Mas também vem da liberdade de sempre utilizarmos as nossas experiências em comentários. Tudo que se vive e que se viveu, que se viu na televisão na infância, a música que fez sucesso nos anos 80/90, tudo isso entra em algum momento no programa. Vira uma brincadeira. Entra o Léo falando o que viu nos anos 90 em BH.  Rômulo complementa. Eu conto um pouco da cultura nordestina, pernambucana, principalmente. Eu sou recifense e a cultura popular lá é muito arraigada. Eu também levo isso pra apresentação.

Professor : Acho que isso tem a ver com uma característica comum a muitos de nós, principalmente eu, o Leo e o Rômulo. Foi o que permitiu recebermos “celebridades” como o Ovelha e o Gilliard, por exemplo. Essa é mais uma das coisas naturais que acabaram pegando, principalmente quando percebemos que o pessoal gostava.

Leo: A gente fala pra diversos públicos, sei que tem algumas referências de anos 80 e 90 vão ser pescadas por quem é da época. Cada um tem a sua bagagem de cultura pop, eu, por exemplo, sou de uma geração que cresceu muito com TV aberta, com o SBT dos anos 1990, o tipo de música que tocava na época. O Professor conhece muita coisa de anos 1970, umas lembranças que ele tem. Eu gosto quando ele fala do Qual É A Música antigo (que era exibido aos domingos, dentro do Programa Silvio Santos). Acho que isso tudo é muito legal. O Rômulo é muito antenado com os memes, com os novos assuntos. As referências são espontâneas, elas surgem. A gente não se obriga. Se colocar eu e o Rômulo pra falar de Chaves, a gente fica meia-hora falando.

Bruno: A gente gosta mesmo disso. Eu também trabalho no SBT, sei o que está acontecendo na TV aberta. O Leo e o Rômulo gostam muito, têm muito dessa cultura dos anos 1990, o Professor é mais velho, mas gosta muito de música…A gente leva mesmo pro programa e se diverte. Eu gosto de estar antenado, a gente cita o Domingo Legal, mas também tá pór dentro da série nova da Netflix. Minha mulher vê vários programas, do mais popular ao mais cabeça, me ajuda bastante. Mas, de novo, não é programado, surge espontaneamente.

Wagner Patti – A gente vê o futebol como algo pop. Quem gosta de futebol também gosta de música, de filme, de livro, de arte, de música. A gente procura fazer referências, trazer esse universo pop para o nosso universo do BB Debate.

Vitão: Eu e o Wagninho sempre tivemos essa visão. A gente sempre conversa muito sobre séries, cinema, música…cada um tem um perfil, eu gosto muito de quadrinhos, por exemplo. E isso entra nas ideias centrais dos temas que vão ser discutidos.

 

– Vocês recebem pedidos de fãs do esporte para conhecer o time de comentaristas ao vivo?

Professor : Não só recebemos como atendemos com o maior prazer, no limite das dimensões do estúdio e do acesso ao prédio da Espn. Muitas vezes fazemos o programa com pessoas nos assistindo do outro lado das câmeras. Também procuramos sempre mostrá-las ou pelo.menos citar seus nomes no ar, além de fazer selfie com todo mundo no estúdio depois que o programa acaba. É uma farra (risos)!

Leo : Ah, isso acontece direto. Se a gente tivesse um auditório seria ainda maior. A gente não tem como atender todo mundo, seria um prazer enorme poder receber todo mundo. É natural esse fascínio pelo que rola atrás das câmeras, né? A gente tinha também quando era mais novo.

 

– Algum tema é totalmente proibido no programa? Ou evitado?

Professor: Proibido, não. Mas nos ultimos tempos eu tenho evitado referências mais explícitas à política partidária do Brasil. Já perdi a amizade de muita gente, até de parentes, por causa disso. Não quero perder a do fã do esporte, também (risos).

Leo: Cara, nunca me disseram sobre algum assunto que devesse ser evitado. A gente tem o nosso bom senso – não parece, mas temos! – e usamos ele. Nada é imposto.

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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