John Prine, 1946-2020

 

 

Mais um artista se vai por conta da pandemia da Covid-19: o bardo folk americano John Prine. Ele estava internado desde a semana passada em estado grave e faleceu hoje, em Memphis, Tennessee.

 

Prine não era muito conhecido por aqui mas ele era idolatrado nos Estados Unidos e na Inglaterra, especialmente por artistas que fazem folk contemporâneo, como Kurt Vile, Courtney Barnett, Frank Turner e atores como Ethan Hawke e Steve Zahn. Prine era admirado por gente da velha guarda, especialmente Bob Dylan e Willie Nelson.

 

Nascido em Maywood, próximo a Chicago, Prine lançou seu primeiro disco em 1971, iniciando uma carreira de sucesso, sendo muito comparado ao próprio Dylan em termos de composição e maneira de cantar. Entre 1971 e 1975, enquanto esteve vinculado ao selo Atlantic, Prine gravou quatro discos fundamentais para entender a música country em sua faceta mais folk ou vice-versa. De 1978 em diante, Prine gravou e lançou discos com regularidade em seu próprio selo, o Oh Boy Records e foi um dos pioneiros na independência das grandes gravadoras.

 

Nos anos 2010, John Prine gravava com regularidade e vinha sendo redescoberto, especialmente por artistas novos e interessados em sua poesia. Foram três álbuns nos últimos dez anos, sendo que “The Tree of Forgiveness”, de 2018, foi o último registro que ele deixou.

 

Sua morte é mais uma tragédia colocada na conta da Covid-19. Triste.

 

 

 

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CEL

Carlos Eduardo Lima (CEL) é doutorando em História Social, jornalista especializado em cultura pop e editor-chefe da Célula Pop. Como crítico musical há mais de 20 anos, já trabalhou para o site Monkeybuzz e as revistas Rolling Stone Brasil e Rock Press. Acha que o mundo acabou no início dos anos 90, mas agora sabe que poucos e bons notaram. Ainda acredita que cacetadas da vida são essenciais para a produção da arte.

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